sexta-feira, outubro 30, 2009


gostei muito daquele jogo diabólico que ficava entre um fica e um foge. um abraço por entre o teu casaco, um beijo de dez minutos.

quarta-feira, outubro 28, 2009


rodopio sem parar nas ruas de Lisboa, a Avenida da Liberdade quase que já é o meu birthplace. Estou um pouco insegura, por isso escondo a cara no metro e subo as escadas do meu apartamento muito depressa. Maquilho-me com blush e pó de arroz, sento-me no sofá e assisto à série de médicos.

sábado, outubro 24, 2009


tive uma noite muito boa. daquelas para gravar no coração.

quarta-feira, outubro 21, 2009


uma hora para descer uma avenida. uma má notícia num e-mail e um cigarro à janela. acredito ainda em dvds embrulhada em mantas quentinhas e chuva melódica nos vidros.

segunda-feira, outubro 19, 2009


Saí de casa de manhã e quase que tinha um carro a interromper a saída do meu, depois cheguei à faculdade e a C. perguntou-me se tinha tido uma noite longa. Eu respondi-lhe: antes fosse. De facto, se calhar nunca tive uma dessas noites longas, e foi por isso que ontem não me apeteceu jantar e que hoje não me apeteceu acordar a horas. Talvez seja por isso também que me invadi de lágrimas no espaço entre o jantar e o milagroso momento em que caí na bruma deliciosa que é adormecer. Não tive nunca uma dessas longas noites, tenho a certeza agora - porque o K. nunca se distraiu verdadeiramente com as mechas do meu cabelo, porque nunca me disse amo-te , porque nunca tivemos uma conversa séria sobre arquitectura, ou porque nunca me deu margem para lhe explicar o que é cheio e o que é vazio. Todas estas afirmações podiam transformar-se de imediato em interrogações.

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