quinta-feira, julho 03, 2008


respirar o amor deve ser como ir à lua. sensação de astronauta. atravessar uma cidade apenas cruzando uma única rua - delicioso. tomar decisões talvez a pior coisa da vida.

quarta-feira, julho 02, 2008


gastámos tudo o que tínhamos que gastar, fizemos coisas impensáveis, corremos riscos e passámos noites em branco, sonhámos acordados, abraçámos, chorámos juntos. agora há um horizonte lá ao fundo, mais perto, talvez só uns milímetros. gostarias de estar aqui agora, tenho a certeza. sorririas. e isso bastaria. e eu seria a pessoa mais feliz.

sábado, junho 28, 2008


o Verão chegou e eu olhei pela janela mais alta do edifício. o sol está igual. ontem estive acordada em mais um amanhecer mas não assisti a esse momento. os teus olhos estão como os meus - entreabertos. Não nos apetece sair daqui, porque estamos tão bem. Há sempre um fim. E é no instante em que tudo acaba que percebemos o quão fabuloso foi viver tudo o que vivemos, beijar todas as pessoas que beijámos e não dormir todas as noites em que não dormimos.

sábado, junho 14, 2008


todos os dias te espero, como se fosse a última coisa que farei na vida. volta. porque te foste embora sem sequer te despedires?

quarta-feira, maio 28, 2008


de repente começa a tocar um jazz. e jazz é amor, não tenho dúvidas. ou melhor, já não tenho dúvidas. e tudo pára, o jazz lá ao fundo e tudo pára. não há mais vontade de ver se disseste bom dia, nem me lembro de pensar se talvez pensaste em mim hoje. tudo pára pelo jazz. porque jazz é amor. acredito que há sempre uma maneira especial de fazer as coisas. mesmo as mais incómodas e difíceis. até as embaraçosas. os pequenos pormenores podem mudar tudo. um sorriso pode mudar o rumo de uma vida. e jazz é amor. porque jazz pode mudar o rumo dos meus dias.

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