magoa-me só de pensar no que já foi e não volta a ser, das mãos dadas ao longo do areal, dos pés soterrados pela areia molhada, das gargalhadas intermináveis que me davam um orgulho desmedido, incalculável, das histórias, do lugar à mesa, ao meu lado, dos rituais, dos olhos nos olhos, dos abraços esporádicos mas certeiros, porque um sorriso valia sempre mais, não era? e ainda vale.
sábado, abril 26, 2008
não é o momento em sim. é o que vem a seguir. o depois. o ficarmos ali por breves minutos. em pleno entendimento. entrelaçados. tu a sentires o meu coração bater, e eu a dizer 'não, não, não vás embora' só para mim.
odeio estar na incerteza. não saber completamente o que se passa à minha volta, nem conseguir observar com clareza o que se sucede. de repente é como se tudo estivesse turvo e desfocado. é sentir no peito um ritmo descordenado, um caminhar tonto e inseguro. é me completamente estranho viver ao sabor do vento. queria mais, muito mais, não ser apenas resultado de consequências. e fazes-me falta, para me empurrar, para dizeres 'não desistas', para me soprares ao ouvido o que devo ou não fazer. adoro-te. volta, por favor.