domingo, abril 20, 2008


depois de ti não há nada. não há luz nem vida. não há amor que nos valha. faço contas de cabeça, arquitecto ideias para o próximo fim-de-semana, e para o outro. mas parece que tudo se esvai em cinco minutos. troco e destroco as pernas, e doem-me, ouço uma música muito alta para ver se ela preenche o silêncio que deixaste. de vez em quando sinto medo, um medo que me aperta o peito, mas que se vai embora logo a seguir. acredito em intuição, e hoje sonhei contigo a soletrares-me qualquer coisa ao ouvido que eu gostei de sentir. ainda não fumei nenhum cigarro porque afinal cumpriste o que prometeste. e eu gosto de ti. é uma coisa diferente, é suave e intensa ao mesmo tempo. é bom.

sábado, abril 19, 2008


diz só o essencial, sim podes calar-te, fechar os olhos e adormecer, não teres hoje ombros para mais.
Amanhã abro-te a janela a duas mãos suaves, digo o teu nome com a minha boca, e afasto de vez a distância a que estou de ti, quantos dias nos faltam, não sei, por isso os quero agarrar tanto, não perder um segundo que seja da tua respiração, ouvir-te dormir durante muitos anos, os dias que nos faltam.
Recebi ontem uma notícia que dizia, nunca hás-de ser feliz, era o que precisava de ouvir, abri a janela a duas mãos suaves, dormias tão tranquila que não deste pela luz que inundou o quarto, tens razão, temos de saber o que fazer com uma notícia dessas.

sexta-feira, abril 18, 2008


não foi preciso confirmares uns três ou quatro dias depois. eu soube-o o logo. soube a cor dos teus olhos mesmo antes de os imaginar, e o teu sorriso antes de lhe conhecer o sabor. soube o que são sentir saudades de quem gostamos muito. e soube principalmente o que é esperar em vão por corredores escuros onde me encontro sempre com alguém com quem já me cruzei antes. um sorriso, um adeus. um choque de sensibilidades. soube o valor de um beijo na testa, de um abraço de agradecimento, e de um nome escrito no peito.

quarta-feira, abril 16, 2008


definitivamente o amor para sempre não existe. acabaram-se as palavras ao vento. sem resposta alguma. acabou-se o fechar os olhos. acabaram-se as segundas oportunidades. e as terceiras. e as quartas. acabaram-se as noites em branco. acabaram as tardes de chuva com os olhos fixos nos vidros molhados. acabaram-se as voltas na montanha russa. e a espera incessante para que aconteça alguma coisa de especial.

sexta-feira, abril 11, 2008


não esperar nada e esperar tudo ao mesmo tempo. mas tudo acontece quando menos se espera. para quê ficar a imaginar? se tudo acontece porque assim tem que ser...

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