sexta-feira, fevereiro 15, 2008


não dou a minha alma a nenhuma objectiva fotográfica. desvio o olhar, baixo os olhos. elas roubam-nos tudo, a sensibilidade, o amor, a verdade, a consciência, a inocência... às vezes queria ir para um sítio bem longe, com sol o dia todo, com mar a perder de vista. fazes-me lembrar os flashes que encandeiam, que quase me cegaram.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008


Ontem lembrei-me de tudo. Lembrei-me daquela noite em que adormeci a chorar. E isso diz tanto. Um adeus pode ser ao mesmo tempo um até já, como aqueles que pronunciados quando saímos de um bar iluminado por velas e com cheiro a incenso. Mas um adeus também pode ser um até nunca mais. Como os que dizemos com raiva e determinação para nunca mais lembrar. Já pensaste se jamais nos voltássemos a ver? Já pensaste se não houvessem esquinas propícias a encontros estonteantes que nos apanham de surpresa?

segunda-feira, fevereiro 04, 2008


Prende o cabelo. Olha ao espelho. Já nada faz sentido, eu sei. Mas dá uma oportunidade a ti próprio. Não desistas, por favor. As injustiças acontecem, nada seria o mesmo sem elas. Abraça-me, é Carnaval.

sábado, janeiro 26, 2008


Naquele dia, em vez de nos criticar, sentaste-nos à tua volta e abriste o teu coração. Tinhas os olhos embargados e a voz trémula e baça. Fizeste uma coisa que eu nunca pensei, sentaste-te também na mesa como todos nós e desceste à nossa altura, disseste as palavras certas. Fico feliz por no fim de tudo eu ter conseguido arrancar-te uma gargalhada. És realmente uma grande pessoa, quero ser como tu.

.