sábado, janeiro 26, 2008


Naquele dia, em vez de nos criticar, sentaste-nos à tua volta e abriste o teu coração. Tinhas os olhos embargados e a voz trémula e baça. Fizeste uma coisa que eu nunca pensei, sentaste-te também na mesa como todos nós e desceste à nossa altura, disseste as palavras certas. Fico feliz por no fim de tudo eu ter conseguido arrancar-te uma gargalhada. És realmente uma grande pessoa, quero ser como tu.

segunda-feira, janeiro 07, 2008


Escrevo-te as últimas palavras com uma dor na alma que julgava impossível de existir. É uma dor inigualável, que dá frio, que tira a voz. Vives em mim, e é tão difícil dar-te as palavras que nunca te pensei dar. Fico à espera, uma espera tão sufocante como os dias de Janeiro que insistem demorar-se. Conheço-te demasiado bem para saber que ficarei aqui sentada o resto do Inverno, talvez até ao próximo, não sei. Gosto de ti, para sempre. Até sempre.

domingo, janeiro 06, 2008


o amor está nos teus olhos

sexta-feira, janeiro 04, 2008


Há-de sair qualquer coisa, qualquer palavra, qualquer esgar, qualquer suspiro. Havemos de chegar lá. Pode ser hoje ou amanhã, mas fará sol - tenho a certeza - mesmo debaixo de um temporal desajeitado.

quinta-feira, janeiro 03, 2008


gosto de ouvir a chuva cair quando estou debaixo dos lençóis e dos cobertores no Inverno. mas quem não gosta? faz-me falta a vida que passa depressa entre as mãos, aquela que vai tão rápida quanto chegou: um caminho esfuziante às seis da manhã com a lua ainda a sorrir, um beijo de adeus, um abraço de regresso, o último segundo do ano antigo, a tua boca perto da minha, o comboio que foge na linha, dias inteiros em casa a pensar como chegar até à felicidade.

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