sexta-feira, agosto 31, 2007


Olho-te de frente. Sinto a alma revolvida, mas mesmo assim gosto de mergulhar nos teus olhos. Nos dias maus, em que o sol parece não ter nascido, apetece-me estar horas assim.

quarta-feira, agosto 29, 2007


A primeira impressão é mesmo a mais importante. Dei voltas e voltas. Voltei ao ponto de partida. E recomecei o tonto percurso, inebriante, estonteante. Enfim de novo ao início. Se por acaso algo me empurrar para mais uma viagem prometedora e esverdeada de esperança, saberei que a essência está na origem, no primeiro olhar, no dia em que trocámos as primeiras palavras.

As coincidências enleiam as pessoas. Gostamos de alguém porque nos faz lembrar uma pessoa especial da nossa vida, tem a voz igual, a luz da menina dos olhos idêntica, aquela maneira de nos pousar o olhar. Depois, aos poucos, queremos à força tomar o velho sabor. Tentamos inexplicavelmente desenhar a recém conquista até que fique tal e qual a velha paixão. Sem querer dizemos as mesmas palavras, fazemos as mesmas coisas, oferecemos os mesmos perfumes, seguimos o mesmo ritual. E há um dia em que tudo se desfaz e nos sentamos numa esplanada à espera da próxima coincidência. Até aprendermos que não há coincidências.

sexta-feira, agosto 24, 2007


brilhinhos nos olhos,
sou feliz outra vez.

sexta-feira, agosto 17, 2007


Fico confusa com o calor. A paixão despediu-se ontem num breve adeus, vago e cansado. Sarcástico, definitivo? A vida é um casulo, por vezes gelado no Verão e extremamente sufocante no Inverno. Ninguém está devidamente preparado para o enfrentar. Podemos armarmo-nos em espertos, utilizar argumentos petrificantes, comprar o melhor perfume, mas há sempre qualquer coisa que nos transcende.

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